segunda-feira, 20 de junho de 2011

DAR-VOS-EI PASTORES, NÃO PASTORAS

Neste final de semana tive uma experiência diferente. Fui participar de uma cerimônia de casamento que foi dirigida por uma pastora. Eu havia sido convidado pelo noivo a tomar parte na cerimônia, dando uma pequena palavra antes da tradicional “bênção das alianças”. Aceitei o convite e fiz o que ele me pediu. Minha participação foi curta, mas o suficiente para causar certa estranheza.

Eu nunca havia dividido a direção de uma cerimônia com uma pastora. Confesso que não foi uma experiência das mais agradáveis. Não pela pessoa em si, mas pela posição e pelo título dado a ela. Sinceramente, chamar uma mulher de “pastora” não me parece nada confotável, muito menos aceitável biblicamente.

Deus concedeu diversos dons à igreja. A vocação para o ministério está entre esses dons. Mas não vejo nenhuma possibilidade desse chamado se estender às mulheres. Assim como Jesus não chamou apóstolas entre os doze, a Bíblia não fala de presbíteras, bispas, diaconisas nem pastoras. As referências a essas vocações nas Escrituras sempre estão relacionadas aos homens. Não é preciso muito esforço para perceber que não existiam pastoras nas igrejas do Novo Testamento. Um pouco mais de esforço nos levará a perceber que não há registro de pastoras nas igrejas dos primeiros séculos. E um esforço um pouco maior ainda nos fará descobrir que os reformadores nunca se referiram a pastoras, como se recomendassem ou reconhecessem esse tipo de vocação feminina para o ministério.

Não quero aqui desconsiderar o importante papel da mulher na igreja, e sua valiosa contribuição para o progresso da obra de Deus. Cristo resgatou o valor da mulher na sociedade, e há registros de mulheres valorosas na história bíblica, inclusive na igreja do Novo Testamento. Mas não há pastoras na Bíblia.

Creio que muitas mulheres vêm ocupando um espaço na igreja que não lhes pertence. Seja por negligência dos homens ou por mera voluntariedade tipicamente feminina, a verdade é que essa usurpação é uma desobediência injustificada aos princípios bíblicos. Deus prometeu pastores ao seu rebanho, não pastoras. Não compete a ninguém oferecer à igreja o que o Senhor dela não instituiu. Por mais sincero e piedoso que possa parecer, o ministério feminino ordenado é uma invenção humana, não uma ordenança divina.

Vale à pena conferir o texto: “Ordenação Feminina: O que o Novo Testamento tem a dizer?”, do Rev. Augustus Nicodemus Lopes em Fides Reformata. Acesse o texto AQUI.

Agnaldo Silva Mariano

7 comentários:

Junior Mecca disse...

Sou menbro de uma Igraja Batista Nacional onde o Pastor presidente é calvinista. Porém, há esposas de pastores ordenadas pastoras, com bacharel em teologia. Não pretendo desligar-me do corpo pelo fato de haver alí, o entendimento de que a ordenação feminina ao pastorado é bíblica. No entanto, isto para mim é um paralelepípedo no sapato. A todo o momento em que uma "pastora" faz uso da palavra e diz que Deus mandou lhe dizer tal coisa, então suspeito da sinceridade da pregadora. Vejo que a igreja quer acompanhar as mudanças do mundo e para isso tem desprezado o que a palavra ensina. É lamentável a concordância dos homens de Deus com essas mudanças que invadem o seio da igreja e ainda postulam ter vindo do coração de Deus!

Anônimo disse...

Cara, antigamente mulheres eram dadas em troca de camelos. Ainda hoje, nessas regiões, mulher mal é tratada como gente. É ÓBVIO que Jesus não iria chamar mulheres pra ser apóstolas. Seriam mortas antes de Jesus.
Na bíblia também não há nenhum versículo referente que somente os homens devem ser pastores, bispos, etc.
Muita gente usa aquela recomendação de como devem ser os presbíteros... maridos d euma só mulher... etc etc.
Mas esse versículo trata de CARÁTER e VALORES de quem viesse a ser presbítero deveria ter, e não do sexo do presbítero.

Anônimo disse...

Oi pastor,
a paz do SENHOR !!
Concordo com o seu texto.

Deus o abençoe !!

Gabi-Net Pastoral disse...

É interessante como, para defender uma posição ou demarcar um território as pessoas se complicam intelectualmente, Meu Deus dos Altos Céus! Eu sou filiado ao Sindicato dos Professores do Distrito Federal(e não de professoras) Será que alguém por mais tonto que seja entende que mulher, professora, não possa ser daquele sindicato. Nós estamos brincando com a interpretação bíblica. Quem me disser que de Gênesis até Apocalipse, toda vez que se dirige ou se refere a alguém no masculino a mulher não está incluída, não merece respeito pela mentira mesmo, ou merece pena pela estupidez.

AGNALDO SILVA MARIANO disse...

"Meu caro, Gabi-Net Pastoral". Sua profissão de professor é honrosa e distinta e entendo que não há restrições quanto ao seu exercício por mulheres. A questão aqui, caro e inteligente professor, não é semântica. O ofício pastoral, diferente da sua profissão, é um ofício de ordenação, para o qual não se ordenavam mulheres. Que o Deus dos Altos Céus te faça mais humilde para entender os seus propósitos.

Prª Waldicéia de Moraes Teixeira da Silva disse...

PELO FIM DA OPRESSÃO ÀS MULHERES NAS IGREJAS EM GERAL

Como pastora conferencista, palestrante e pregadora da Palavra de Deus, a PALAVRA PROFÉTICA que Deus me deu para 2010 é “PELO FIM DA OPRESSÃO ÀS MULHERES NAS IGREJAS EM GERAL”.
Segundo o filólogo Aurélio Buarque de Holanda opressão é o ato ou efeito de oprimir,
exercício exagerado de poder ou de violência sobre indivíduos ou grupos.
As opressões em geral se manifestam de forma direta e/ou de forma indireta.
AS OPRESSÕES DE FORMA DIRETA SÃO CARACTERIZADAS PELO(A):
ato de oprimir;
exercício exagerado de poder;
violência sobre indivíduos.
PODEMOS PERCEBER AS OPRESSÕES DE FORMA DIRETA, ATRAVÉS DO ATO DE OPRIMIR, QUANDO EXISTE A PROIBIÇÃO DE QUE AS MULHERES:
. entrem nas assembléias das convenções de suas denominações;
. assistam as assembléias das convenções de suas denominações;
. tenham o direito de voz e de voto nas assembléias das convenções de suas denominações;
. se filiem as convenções de suas denominações;
. ocupem o púlpito e só dirijam as reuniões do círculo de oração, da união feminina, da assistência social, etc.; em “mesinhas” colocadas embaixo do púlpito;
. sejam ordenadas a pastoras, evangelistas, presbíteras e diaconisas;
. dirijam igrejas;
. dirijam cultos públicos;
. se candidatem aos cargos de presidente e vice-presidente da igreja;
. dirijam institutos, seminários, faculdades, universidades bíblicos;
. doutrinem, ensinem e preguem em cultos públicos, etc.
PODEMOS PERCEBER AS OPRESSÕES DE FORMA DIRETA, NAS IGREJAS QUE JÁ AVANÇARAM UM POUCO, ATRAVÉS DO EXERCÍCIO EXAGERADO DE PODER, QUANDO EXISTE A PROIBIÇÃO DE QUE AS MULHERES:
. ocupem o púlpito de calça comprida e sem mangas e, ao homem é facultado ocupar o púlpito com o traje que escolher;
. cantem no coral de calça comprida e sem mangas e, ao homem é facultado cantar com o traje que escolher;
. toquem instrumentos musicais na orquestra, de calça comprida e sem mangas e, ao homem é facultado tocar com o traje que escolher;
. atuem como diaconisas, presbíteras, evangelistas e pastoras, de calça comprida e sem mangas e, ao homem é facultado atuar nos mesmos cargos com o traje que escolher, etc.

Agnaldo SILVA MARIANO disse...

Irmã Waldicéia
Na denominação que pertenço as mulheres não são ordenadas pastoras, nem presbíteras nem diaconisas, em obediência clara aos princípios bíblicos. Nem por isso as mulheres se sentem oprimidas. Pelo contrário, são grandes colaboradoras do trabalho da igreja, sustentando com ação e oração. Quanto à "palavra profética" que a irmã alega ter recebido, poderia me informar o livro da Bíblia, o capítulo e o versículo em que se encontra? Sim, porque além de não reconhecer o título de "pastora" eu não reconheço nenhuma "palavra profética" que não venha das Escrituras.
Obrigado por visitar o blog.
Rev. Agnaldo.