quarta-feira, 28 de outubro de 2009

CATOLICISMO ROMANO E PROTESTANTISMO: O QUE NOS SEPARA É MAIOR DO QUE O QUE NOS UNE.

Catolicismo Romano e Protestantismo são realidades antagônicas. O ecumenismo é uma armadilha, uma cilada armada a fim de abolir os debates em torno das diferenças. Sob o disfarce de piedade, o ecumenismo ganha espaço entre a cristandade, ignorando as fronteiras fundamentais que dividem a verdade das falácias, na tentativa de extinguir diferenças essenciais, sem as quais se tornará difícil conhecer a verdadeira fisionomia do Cristianismo. As diversas tentativas de aproximação entre o Catolicismo Romano e o Protestantismo têm sido promovidas sob a utopia de que “o que nos une é maior do que o que nos separa”. Esta miragem revela o que o teólogo reformado John W. Robbins chama de “tendência da natureza humana pecaminosa de afastar-se do Evangelho objetivo para o subjetivismo religioso, de deslocar o foco central de Cristo para a experiência cristã”.

Há alguns anos atrás li um texto de John Robbins: “Evangelicalismo, Movimento Carismático e retorno a Roma”. No texto, Robbins afirma que tem havido, nos últimos 400 anos, uma forte tendência no âmbito do Movimento Protestante, de se “corroer a ênfase objetiva da doutrina reformada de justificação somente pela fé”, e que “isto não passa de uma volta ao romanismo”. Fazendo uma análise do movimento Carismático e Pentecostal na América, Robbins conclui que o tipo de evangelicalismo hodierno, capitaneado pelo neopentecostalismo, caminha a passos largos rumo ao romanismo, não sendo capaz de fazer nada no sentido de perturbar a fé católico-romana e suas igrejas e tradições.

A verdade das palavras de Robbins pode ser percebida no recente episódio envolvendo dois expoentes da música religiosa brasileira. André Valadão, um dos integrantes do grupo evangélico Diante do Trono participou de uma apresentação ao lado do grupo católico Rosa de Saron em junho deste ano. Os católicos interpretaram o evento como um “belo momento que nos mostra que pode existir unidade na multiplicidade”. Já André Valadão justificou o acontecimento, argumentando que “o que nos une é maior que o que nos separa”, e que “a nossa fé pode gerar em nós, amizade, maturidade e comunhão”.

Os argumentos utilizados por ambas as partes soam bonito, são eloqüentes e românticos, mas ignoram elementos fundamentais que identificam tanto o Protestantismo como o Catolicismo Romano, e esses elementos não desaparecem quando um grupo de jovens se reúne em um palco para cantar uma canção. Na verdade, creio que é necessário que conheçamos o que divide o Catolicismo Romano do Protestantismo para entendermos que não haverá qualquer possibilidade de unidade enquanto a Verdade não for sustentada plenamente por ambas as partes, pois, não pode haver unidade fora da Verdade. Portanto, creio que o que separa o Catolicismo Romano do Protestantismo é muito maior do que qualquer aparência que os una.

1) Catolicismo Romano e Protestantismo se separam na ênfase em torno das Escrituras. No Catolicismo Romano, as Escrituras ocupam lugar de menos importância em matéria de fé e prática do que no Protestantismo. O Catolicismo Romano ensina que “A Igreja não deriva a sua certeza a respeito de tudo o que foi revelado somente da Sagrada Escritura”, considerando anátema aqueles que crêem que a Bíblia é a única regra de fé e prática. As tradições têm o mesmo peso de revelação que as Escrituras no Catolicismo. Em direção oposta, e de acordo com a própria Escritura, o protestantismo afirma que “Sob o nome de Escritura Sagrada, ou Palavra de Deus escrita, incluem-se agora todos os livros do Velho e do Novo Testamento todos dados por inspiração de Deus para serem a regra de fé e de prática” (Confissão de Fé de Westminster, capítulo 1, II) .
2) Catolicismo Romano e Protestantismo se separam na visão de interpretação das Escrituras. O Catolicismo Romano crê no Magistério da Igreja, segundo o qual "O ofício de interpretar autenticamente a Palavra de Deus escrita ou transmitida foi confiado unicamente ao Magistério vivo da Igreja, isto é, foi confiado aos bispos em comunhão com o sucessor de Pedro, o bispo de Roma”. O Protestantismo, em oposição, afirma que “A autoridade da Escritura Sagrada, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu autor; tem, portanto, de ser recebida, porque é a palavra de Deus” (Confissão, 1. IV).

3) Catolicismo Romano e Protestantismo se separam na aceitação do Cânon das Escrituras. O Catolicismo Romano acrescentou livros não inspirados ao cânon das Escrituras, utilizando-se deles para defender dogmas que contrariam o ensino da própria Escritura. O Protestantismo discorda do Catolicismo Romano, afirmando que “Os livros geralmente chamados Apócrifos, não sendo de inspiração divina, não fazem parte do cânon da Escritura; não são, portanto, de autoridade na Igreja de Deus, nem de modo algum podem ser aprovados ou empregados senão como escritos humanos” (Confissão, 1. III).

4) Catolicismo Romano e Protestantismo se separam na crença na justificação. O Catolicismo Romano defende teses contraditórias ao ensino bíblico, afirmando que a justificação pode ser adquirida por meio de indulgências concedidas pela igreja aos vivos, e até mesmo àqueles que já morreram: “A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, (remissão) que o fiel bem-disposto obtém, em condições determinadas, pela intervenção da Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos (...) A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberar parcial totalmente da pena devida pelos pecados (...) Todos os fiéis podem adquirir indulgências (...) para si mesmos ou aplicá-las aos defuntos. Uma vez que os fiéis defuntos em vias de purificação também são membros da mesma comunhão dos santos, podemos ajudá-los entre outros modos, obtendo em favor deles indulgências para libertação das penas temporais devidas por seus pecados". O Protestantismo, em conformidade com o ensino apostólico afirma que a justificação vem somente pela fé, e que “Os que Deus chama eficazmente, também livremente justifica. Esta justificação não consiste em Deus infundir neles a justiça, mas em perdoar os seus pecados e em considerar e aceitar as suas pessoas como justas. Deus não os justifica em razão de qualquer coisa neles operada ou por eles feita, mas somente em consideração da obra de Cristo; não lhes imputando como justiça a própria fé, o ato de crer ou qualquer outro ato de obediência evangélica, mas imputando-lhes a obediência e a satisfação de Cristo, quando eles o recebem e se firmam nele pela fé, que não têm de si mesmos, mas que é dom de Deus” (Confissão, 11, I).

5) Catolicismo Romano e Protestantismo se separam na crença na suficiência de Cristo na Salvação. O Catolicismo Romano não crê na suficiência de Cristo para a Salvação, colocando Maria numa posição que a Bíblia não lhe oferece, assegurando-lhe a condição de mediadora e intercessora. Segundo a crença do Catolicismo Romano, "De modo inteiramente singular, pela obediência, fé, esperança e ardente caridade, ela [Maria] cooperou na obra do Salvador para a restauração da vida sobrenatural das almas. Por este motivo ela se tornou para nós mãe na ordem da graça." Em direção contrária, mas em acordo com o ensino apostólico, o Protestantismo afirma: “Aprouve a Deus em seu eterno propósito, escolher e ordenar o Senhor Jesus, seu Filho Unigênito, para ser o Mediador entre Deus e o homem, o Profeta, Sacerdote e Rei, o Cabeça e Salvador de sua Igreja, o Herdeiro de todas as coisas e o Juiz do Mundo; e deu-lhe desde toda a eternidade um povo para ser sua semente e para, no tempo devido, ser por ele remido, chamado, justificado, santificado e glorificado” (Confissão, 8, I).

6) Catolicismo Romano e Protestantismo se separam na doutrina da regeneração batismal. De acordo com o Catolicismo Romano, “Nosso Senhor ligou o perdão dos pecados à fé e ao Batismo (...) No momento em que fazemos nossa primeira profissão de fé, recebendo o santo Batismo que nos purifica, o perdão que recebemos é tão pleno e tão completo que não nos resta absolutamente nada a apagar, seja do pecado original, seja dos pecados cometidos por nossa própria vontade, nem nenhuma pena a sofrer para expiá-los (...)Pelo Batismo, todos os pecados são perdoados”. O Protestantismo, por sua vez, afirma que, “Posto que seja grande pecado desprezar ou negligenciar esta ordenança [o batismo], contudo, a graça e a salvação não se acham tão inseparavelmente ligadas com ela, que sem ela ninguém possa ser regenerado e salvo os que sejam indubitavelmente regenerados todos os que são batizados” (Confissão, 28, V).

7) Catolicismo Romano e Protestantismo se separam na crença no Purgatório. Para o Catolicismo Romano, “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu. A Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos”. O ensino Protestante é absolutamente incompatível com esta instrução: “As almas dos justos, sendo então aperfeiçoadas na santidade, são recebidas no mais alto dos céus onde vêm a face de Deus em luz e glória, esperando a plena redenção dos seus corpos; e as almas dos ímpios são lançadas no inferno, onde ficarão, em tormentos e em trevas espessas, reservadas para o juízo do grande dia final. Além destes dois lugares destinados às almas separadas de seus respectivos corpos as Escrituras não reconhecem nenhum outro lugar” (Confissão, 22, I).

8) Catolicismo Romano e Protestantismo se separam na crença na infalibilidade Papal. Para o Catolicismo Romano, o Papa tem poder supremo na Igreja, sendo que “o Pontífice Romano, em virtude de seu múnus de Vigário de Cristo e de Pastor de toda a Igreja, possui na Igreja poder pleno, supremo e universal. E ele pode exercer sempre livremente este seu poder”. Para o Protestantismo, “Não há outro Cabeça da Igreja senão o Senhor Jesus Cristo; em sentido algum pode ser o Papa de Roma o cabeça dela, mas ele é aquele anticristo, aquele homem do pecado e filho da perdição que se exalta na Igreja contra Cristo e contra tudo o que se chama Deus” (Confissão, 25, VI).

Ainda há muitos outros pontos que dividem o Catolicismo Romano do Protestantismo. Poderíamos ainda dizer que Catolicismo Romano e Protestantismo se separam na veneração aos Santos e a Maria; que Catolicismo Romano e Protestantismo se separam na crença na imaculada conceição, na virgindade eterna e na assunção corpórea de Maria; que Catolicismo Romano e Protestantismo se separam na crença a respeito da Eucaristia; que Catolicismo Romano e Protestantismo se separam no entendimento do perdão de pecados; que Catolicismo Romano e Protestantismo se separam na questão das indulgências, e em muitas outras doutrinas e práticas irreconciliáveis. Qualquer proposta de aproximação entre o Catolicismo Romano e o Protestantismo que ignore essas diferenças não poderá ser levada a efeito sem constituir-se num desprezo acintoso à Verdade absoluta revelada nas Escrituras Sagradas. E unidade sem a Verdade é falácia.

Retorno a John W. Robbins que, falando sobre a união entre o Catolicismo e o Protestantismo, acertadamente afirma: “Essa união não está fundamentada na verdade objetiva, mas na experiência subjetiva (...) É tudo na base do ‘já que é assim, então é desse jeito’, uma volta ao misticismo mediedal, efeminado, sentimental. Não é de estranhar que um dos pontos de diálogo entre os líderes pentecostais e os da Igreja Católica Romana é a semelhança notável entre o pentecostalismo e o misticismo católico. O fato aterrador é que o desmoronamento das resistências protestantes ao movimento carismático ilustra a decadência das igrejas protestantes. Até mesmo o termo Protestante está se tornando uma palavra suja. E ser crítico ao romanismo virou agora uma obscenidade nos círculos evangélicos”.

Vejo na aproximação entre Valadão e o Rosa de Saron um cumprimento das palavras de Robbins. Não há nada a ser comemorado pelos Protestantes, apenas a se lamentar. Para que tal encontro fosse possível, alguém teve que abrir mão de algo muito precioso. Como não vejo nada de precioso no Catolicismo Romano, é uma pena que Valadão tenha desprezado os valores tão caros do Protestantismo em nome de um embuste. “Os últimos dias serão marcados por grandes decepções religiosas”, disse John Robbins. André Valadão é uma delas.

13 comentários:

Presb. Ronaldo disse...

Algumas pessoas que não conhecem o protestantismo e nem o catolicismo, chegam a afirmar que os presbiterianos são quase católicos. Eu sempre que ouvi isto pude debater e a pessoa hoje pensa diferente. Parabéns pelo texto ficou ótimo, como o sr disse poderia falar sobre várias outras diferenças, mas com certeza o texto seria longo, mas valeu pelas considerações. Quanto ao André, eu particularmente sempre tive um "pé atraz" com o Diante do Trono.

Gregório Eletricista disse...

Bem . . . Creio que as diferenças elencadas aqui sejam as principais. Correto ? Nesse caso tenho algumas perguntas:
* Sobre o numero 1 : Há algum dogma da ICAR que conflita diretamente com a Biblia ? Já houve algum comunicado oficial do papa (esqueça-se da idade das trevas por favor. Já que a própria ICAR já pronunciou-se oficialmente a respeito e adimitiu seus erros) orientando os católicos que seguissem dogmas da igreja, e ordens de autoridades católicas, em detrimento da Biblia ? Não é verdade que com a variedade absurda de segmentos protestantes, os fiéis, principalmente aqueles mais "ignorantes" ficam a mercê da interpretação Biblica de seus pastores ? Bom. . . Creio que se formos numerar aqui a quantidade de pastores mal intencionados por aí, o número seria tão grande que não faria a ICAR sentir nenhuma vergonha por seus padres pedófilos ou coisas que o valham.

Continua.

Gregório Eletricista disse...

Bem . . . Creio que as diferenças elencadas aqui sejam as principais. Correto ? Nesse caso tenho algumas perguntas:
* Sobre o numero 1 : Há algum dogma da ICAR que conflita diretamente com a Biblia ? Já houve algum comunicado oficial do papa (esqueça-se da idade das trevas por favor. Já que a própria ICAR já pronunciou-se oficialmente a respeito e adimitiu seus erros) orientando os católicos que seguissem dogmas da igreja, e ordens de autoridades católicas, em detrimento da Biblia ? Não é verdade que com a variedade absurda de segmentos protestantes, os fiéis, principalmente aqueles mais "ignorantes" ficam a mercê da interpretação Biblica de seus pastores ? Bom. . . Creio que se formos numerar aqui a quantidade de pastores mal intencionados por aí, o número seria tão grande que não faria a ICAR sentir nenhuma vergonha por seus padres pedófilos ou coisas que o valham.

Continua.

Gregório Eletricista disse...

*Sobre o número 2 : Interpretação ? O protestante segue a interpretação de quem ? Bispo Macedo ? RR Soares ? Apóstolo Estevão Hernandes ? AAAAA tá . . . Entendi, a interpretação fica por conta do fiel. Tudo bem, mas quantos têm capacidade real, de sem nenhum estudo dirigido de interpretar, ao mínimo que seja, a Biblia ? Quantos teólogos debatem interminavelmente sobre a Biblia? Não é verdade que praticamente todos os segmentos protestantes têm em suas comunidades "escolinhas bíblicas" ? E que essas escolinhas ficam sob a tutela e orientação de seus pastores ? Como garantir uma interpretação verdadeira das escrituras ? Lutero idealizou o protestantismo exatamente como ele funciona hoje em dia ? AAAAAA SIM. Algumas Igrejas Protestantes são mais corretas que outras ? Mas e aí ? Em qual está a verdade ? O protestantismo tal como o que se vê hoje em dia dissemina verdades, mas umas verdades são maiores que outras. Creio que se a ICAR deixasse de existir os "leões" protestantes se degladiariam até seu próprio extermínio.

Continua

Gregório Eletricista disse...

*Sobre o número 3 : Vamos considerar um pouco de história. E assim sendo FAAAATOS. Como disse Robbins: " SEM FALACIAS" Os Protestantes optaram pelo cânone dos farizeus, mas aceitaram o novo testamento escolhido pelos católicos.
Por volta do ano 70 a 100 DC os fariseus remanescentes se reuniram na cidade de Jâmnia para definirem quais seriam os livros aceitos por eles como divinamente inspirados. (Com a intenção de combater o Cristianismo)
Os critérios foram:
1- terem sido escritos em Israel
2- No idioma hebraico e aramaico
3- escritos até a época de Esdras (458-428 aC), etc. ficaram de fora da Bíblia hebraica :Tobias, Judite, Baruc, Eclesiástico, Sabedoria, 1Macabeus e 2Macabeus, além das seções gregas de Ester e Daniel, chamados de deuterocanônicos.







E é o que está prevalecendo para os judeus até hoje.

Já os católicos preferiram continuar usando os escritos que foram usados pelos apóstolos.
Outro cânone, chamado a escola dos 70 ou septuaginta, sendo que , das 350 citações que o Novo Testamento faz dos livros do Antigo Testamento, 300 concordam perfeitamente com a versão da septuaginta.

Na reforma protestante Lutero foi buscar exatamente na tradição de Jaminia a base para compor sua Biblia, se bem que no princípio ele considerou a Carta de Tiago como "carta de palha", exatamente porque Tiago fala que a fé sem obras é morta e o Apocalipse que por muito tempo ficou no limbo.

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Gregório Eletricista disse...

Já quanto ao Novo Testamento, há centenas de evangelhos apócrifos e outras centenas de escritos que os católicos não colocaram na bíblia. Entre eles alguns conhecidos, Evangelho Segundo Pedro, Evangelho segundo Nicodemos....etc...
Quais os critérios que a ICAR Usou?
Sua tradição Oral e cerimonial que vinha da época dos apóstolos
Ou seja: de certa forma, A Bíblia. como foi composta legitimou os dogmas católicos. Onde está a verdade divina? Com Lutero ? Talvez. Mas será que Deus revelaria tamanha verdade, verdade essa que revolucionou o mundo cristão de sua época, a um homem que sem dúvida foi dotado de muitos predicados, mas foi capaz tambem de até escrever e tornar público textos anti semitas. Isso é HISTÓRIA. Portanto "Fato".

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Gregório Eletricista disse...

Sobre o número 4: Indulgências? De quando estamos falando? De hoje em dia? Essa foi sim uma prática adotada pela ICAR, mas a muitos e muitos anos atrás. A ICAR reconheceu como um erro e pediu perdão em ato e comunicado oficial. Por falar em indulgências, que nome dar-se há a pratica de igrejas como a universal do reino, que com um descarado acharque lesa seus fiéis exigindo "em nome da fé" absurdos, prometendo-lhes recompensas. São inumeras campanhas de arrecadação, e tudo visando a dita prosperidade. Dividem os cristãos entre BEM SUCEDIDOS E MAL SUCEDIDOS, ou seja ABENÇOADOS E DESGRAÇADOS. Treinam seus pastores para que eficazmente sejam atores com o objetivo exclusivo de enriquecer ainda mais seus cofres. Esses fatos "inquestionáveis" não são uma prática exclusiva da IURD. Outros segmentos protestantes tambem os adotaram.

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Gregório Eletricista disse...

*Sobre o numero 5 : Onde nos ´dogmas católicos Maria ocupa uma posição que suplanta a de Cristo? Não é verdade que o próprio Lutero a Ela se referia como a Mãe de Deus? Não é verdade que a própria Biblia nos traz a revelação de uma existência espiritual? Realmente Cristo disse "Sou o caminho a verdade e a vida", mas não é verdade tambem que Maria intercedeu por "nós" (criaturas comuns) em uma determinada festa? Ela não dirigiu-se a Deus diretamente, mas ao Filho. Porque é inadimissível que ela ainda possa fazê-lo ?

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Gregório Eletricista disse...

*Sobre o número 6 : Não é verdade que Cristo redimiu todos os nossos pecados ? Sendo assim já nascemos salvos, correto? O que define nosso destino eterno é tão somente o "livre arbitrio". O decorrer de nossas vidas e nossa procedência na Terra é que determina qual será nosso destino eterno. Correto? Porque o batismo apenas na fase adulta? Já nascemos salvos. João Batista batizava apenas homens cientes de suas condições (adultos). Impunha-lhes a condição de que após aquele momento não mais pecasse. Isso quer dizer que alguem batizado na fase adulta não pode mais pecar? O batismo do recem nascido justifica-se no fato de que com a "morte" de Cristo na cruz, nós já nascemos salvos.

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Gregório Eletricista disse...

*Sobre o número 7 : Quer dizer então que não existe uma vida espiritual? Qual é a verdade? Se a ICAR está tão errada, no que devemos acreditar? Ficaremos dormindo até a segunda vinda de Cristo? Creio que a própria Biblia nos traz evidências de uma vida espiritual. Porem não nos revela tudo sobre essa verdade. Através de Cristãos Católicos com um digamos: Contato um pouco mais privilegiado com o Pai, nos foi revelado um pouco mais sobre essa verdade. Essa é nossa Fé. Sim, não está explicitamente escrito. Mas quantas verdades nos foram reveladas paralelamente à Biblia? Besteira ? Como um Pastor intercerde com o Pai e cura um enfermo em pleno culto ? É inadimissível que Católicos tenham uma comunicação intima com Deus?

Continua

Gregório Eletricista disse...

*Sobre o número 8: O Papa tem menos poder sobre a ICAR do que algus líderes protestantes tem sobre suas igrejas. O Papa é tambem um chefe de estado, e exerce sua liderança com menos autoritarismo que todos os outros líderes mundiais. O Papa é (isso tambem é fato documentalmente provado) sucessor direto de Pedro. Toda e qualquer ação Papal é observada. Criticas, por muitas vezes descabidas são elaboradas por segmentos evangélicos, apenas pelo gosto de criticar. A ICAR não aprova aborto, homossexualismo e outras práticas que conflitam diretamente com ensinamentos cristãos. No entanto, alem de nunca ter visto um líder evangélico demonstrando apoio direto a ICAR por manifestar-se de tal forma, alguns lideres evangélicos dão-se ao ridículo de expor-se em marchas do orgulho gay e marcha da maconha, com o discurso de que Cristo não discrimina ninguem.

Continua

Gregório Eletricista disse...

Sejamos sinceros e nos atemos aos fatos. Quase toda a contestação contra o catolicismo nem sequer é oriunda de Lutero. Esse livro Confissão de Fé foi redigido no século XVII por uma dita assembleia de puritanos ingleses descontentes com os Anglicanos. Nós sabemos a origem da religião anglicana, certo? O católico está errado em ter dógmas sagrados? O protestante está correto em seguir um livro escrito quase a 1700 anos depois de cristo, por ingleses descontentes com uma religião oriunda de um adultério? É isso mesmo? Há algum ensinamento católico que define Maria ou qualquer outro santo como salvador? Não, não há. O católico segue tambem o conceito maior e verdadeiro de que Cristo é o único salvador. Chamem como quiserem, mas quantas atitudes protestantes são tomadas baseadas em "tradição"? Ou no livro confissão de fé? Ou no que um determinado pastor de uma igreja protestante qualquer, dentre as milhares que existem afirmou? Quantas verdades nos foram reveladas de outras formas que não pela Biblia? Sem é claro, contradizê-la. Quantas Fés protestantes existem? Já que vocês gostam tanto de criticar ou acusar, ao menos tenham a dignidade de criarem uma unidade. Quarenta por cento de protestantes no Brasil? Pode até ser, mas nesses 40% estão testemunhas de Jeová, Calvinistas, Presbiterianos, Puritanos, Anglicanos, Huguenotes, Adventistas, Mormons e por aí vai. Não falam a mesma lingua. Muito pelo contrário, só não se cospem no meio da rua porque estão mais preocupados em encher o saco dos católicos. Onde está a verdade ?
André Gregório.

FIM.

Gregório Eletricista disse...

Peço-lhe um favor. PUBLIQUE MEUS COMENTÁRIOS. Não ligo de cair em escarnio público, desde que tenha respostas inteligentes.
Obrigado.