quarta-feira, 1 de setembro de 2010

"MUNDIAL", "UNIVERSAL", MAS NÃO EVANGÉLICAS.

Há muito o crescimento do neo-pentecostalismo tem chamado a atenção de vários setores da sociedade, não apenas dos ligados à igreja evangélica. Seus métodos questionáveis de crescimento, a forte ênfase na chamada Teologia da Prosperidade, a liturgia precariamente cristã, e outras práticas estranhas ao modelo bíblico de Igreja vêm gerando desconforto e inquietação, a ponto de algumas delas não mais figurarem entre as denominações evangélicas consideradas idôneas.

A mídia tem dado forte ênfase aos métodos questionáveis de várias denominações neo-pentecostais, atribuindo aos seus líderes a responsabilidade por escândalos, envolvendo, principalmente, mau uso de dinheiro arrecadado dos fiéis e outras imprudências. O forte aparelhamento político-partidário de algumas denominações neo-pentecostais rechaça sua vocação missionária e evangelizadora, atestando interesses duvidosos seus e de seus líderes. O uso e emulações de técnicas e discurso tipicamente espíritas em profusão nas pregações e práticas atestam seu afastamento da verdade Bíblica e da simplicidade do verdadeiro Evangelho.

Estes e outros divisores éticos e doutrinários têm afastado algumas denominações neo-pentecostais da condição de igrejas confiáveis e genuinamente evangélicas. Diante de vários atestados de desconfiança, a Igreja Presbiteriana do Brasil tomou a dianteira e passou a considerar a Igreja Universal do Reino de Deus e a Igreja Mundial do Poder de Deus, representantes legítimas desse típico neo-pentecostalismo estrambótico, como seitas, e, como resultado, determinou que as pessoas que se transferirem dessas igrejas para qualquer Igreja Presbiteriana do Brasil deverão ser submetidas a novo batismo e profissão de Fé.

A decisão em relação à Igreja Universal foi apenas ratificada na reunião do Supremo Concílio da IPB, ocorrida em julho último, uma vez que já vigorava desde 2006. A novidade, portanto, se dá em relação à Mundial, uma denominação organizada há pouco mais de 10 anos, fruto de uma dissidência da Universal e que vem plagiando e sustentando os desvios oriundos de sua gênese, como também inventando as suas próprias excentricidades.

Creio que a posição tomada pela Igreja Presbiteriana do Brasil atesta seu compromisso com o verdadeiro Evangelho e reforça sua identidade reformada e, principalmente, bíblica. A IPB declara com isto não se conformar com o que se afasta das Escrituras em nome do politicamente correto. Bom seria se a mesma postura fosse seguida por outras denominações, uma vez que o evangelicalismo brasileiro parece estar em vias de um colapso teológico, que poderá vitimar quem não toma posição  em favor da Verdade.

Agnaldo Silva Mariano

3 comentários:

Raquel disse...

Concordo com esta decisão.Essas igrejas tem que sumir da face da terra! Mas nós também temos que olhar para os nosos umbigos e ver os erros que a IPB tem.Afinal,estamos muito estagnados quando o assunto é evangelização.

AGNALDO SILVA MARIANO disse...

Raquel, seja bem-vinda.
Elas não precisam "sumir da face da terra". Precisam voltar ao verdadeiro Evangelho. Não desconsidero que possa haver pessoas sinceras nessas igrejas, mas a decisão da IPB não leva em consideração a subjetividade ou individualidade da fé, e sim, as questões organizacionais e doutrinárias. Nestes foros a IPB tem total condição e autoridade para se pronunciar. Quanto aos "erros que a IPB tem", não sei exatamente a que você se refere, mas a denominação não os ignora. Pelo contrário, a preocupação em ser uma igreja historica e biblicamente comprometida com Verdade explica o fato de estarmos presentes no Brasil há 150 anos e avançando. Quanto a estarmos, como você disse, "estagnados quando ao assunto é evangelização", é necessário verificar os avanços da IPB nesta área no seu trabalho através das Juntas Missionárias e outras autarquias. Além disso, precisamos também deixar claro que evangelização não é um programa denominacional apenas; é, principalmente, uma questão de compromisso pessoal de cada crente. A IPB está longe de ser uma denominação perfeita, mas também está longe de se parecer uma seita, por isso seu posicionamento em relação a tais denominações.
Um abraço e volte sempre!
Agnaldo.

Marcelo Batista Dias disse...

Olá Agnaldo.
Estou retribuindo sua visita no meu blog e aproveitando para destacar a pertinencia deste assunto. Realmente nossa IPB tem se mostrado pioneira no Brasil quanto à manutenção postura bíblica e reformada.

Morei em Valadares por quase 2 anos. Frequentei a IP Memorial no período. Sou de Ipatinga, PLVA, IP do bairro Ideal. Estou concluindo o curso no seminário e voltando ao presbitério este ano. Quem sabe nos encontramos um dia pessoalmente?

Um forte abraço.
Marcelo.